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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Radialista Hilton Britto, um mestre da ironia e do bom humor

Foto: Vanessa Jaconi / Divulgação

Por onda anda: Hilton Antonio Mendonça Britto

A entrevista foi concedida para o Pioneiro.

Homem de muitas habilidades, Hilton Britto dedicou quase 50 dos seus 77 anos de vida ao rádio. Nesse meio, como narrador, repórter e comentarista, teve a atuação marcada pelo raciocínio rápido e fina ironia, em especial nos programas de debate. Nos quais cunhou algumas frases curiosas:

— Futebol é uma coisa que, quanto mais se estuda, menos se entende.

— Pelo movimento do trem eu já sei quem vem dentro.

— Tudo cessa quando um valor maior se levanta.

Essas expressões foram repetidas em muitos programas. Com Armando Eduardo dos Santos, o Dudu, que já foi mostrado nesta seção, compôs uma dupla afinadíssima na Rádio São Francisco. A ponto de, uma década depois da participação, eles ainda serem lembrados pela forma com que debatiam.

— Alguns pensavam que era tudo combinado, mas não tinha nada disso — afirma Hilton Britto.

Nas décadas em que atuou no rádio, Britto trabalhou ao lado dos grandes nomes do esporte da cidade. Em relação aos companheiros de debates, ele destaca, além de Dudu, nomes como Paulo Rodrigues, Arthur Borges, Jurandir Gaston dos Santos, Vitor Berticelli, entre muitos outros.

Diante das agruras enfrentadas pela dupla Ca-Ju para conseguir eleger seus presidentes, Britto encontrou uma maneira interessante de explicar o processo.

— É como se fosse uma gineteada. Um segura o cavalo pelo pescoço, outro pelo rabo, mais um na cabeça, até o ginete se acomodar. Então, um pergunta: está firme? Na sequência, alguém dá um tapa no bicho e o ginete que se arranje.

Depois de um forte vínculo com o então Flamengo, Britto foi comandar o futebol do Juventude nos anos 1980. Mas não ficou muito tempo, pois acabou sendo alvo de um bombardeio. Ele recorda que sofreu mais que outros que fizeram o mesmo.

Pai do apresentador Britto Júnior, um dos principais da televisão brasileira, ele está há cerca de quatro anos fora do rádio. Aposentado, tem uma empresa que confecciona calendários, o que se constitui mais em distração do que num trabalho.

Sobre uma volta ao rádio, acredita ser difícil, pois vinha se preparando para a saída.

— Mas nada é definitivo - afirma, repetindo outra expressão que costumava usar com frequência.

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Naturalidade: Cachoeira do Sul, 27/03/1936

Família: Foi casado durante 50 anos com Nivalda, que morreu há dois. É pai de Britto Júnior e Patrícia.

Atuação na imprensa: Começou em 1961, na Caxias, passando depois por Independência, Difusora, São Francisco, Universidade, Visão e UCS TV.

No futebol: Foi goleiro na base do Flamengo, no Tupi e Vasco, os dois últimos clubes amadores. Foi também dirigente de Flamengo, Associação Caxias e Juventude.

Em empresas: Atuou nas áreas de recursos humanos e administrativas da Nicola, Belini, Marcofrigo e Metalbritto.

Atualmente: Aposentado, é dono da Britto Comércio Representação e Publicidade, que produz calendários.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Trilha clássica do 'Sala de Redação' é substituída por cortina nova e moderna

Foto: Divulgação

O tradicional programa de debate esportivo da rádio Gaúcha, o 'Sala de Redação', aposentou a clássica trilha da atração, por uma nova e moderna cortina. A novidade foi anunciada durante o 'Sala' nesta sexta-feira, 18 de janeiro, pelo apresentador Pedro Ernesto Denardin.

Confira na íntegra o editorial lido pelo Denardin no programa, e abaixo ouça a nova trilha do 'Sala de Redação', e ainda a antiga.

"Inovação que tem haver com a busca constante pela evolução no padrão de transmissão que diferencia a rádio Gaúcha para o mercado, além da expansão para FM e outros formatos que necessitam o máximo cuidado com a resolução do áudio, e onde surgiu o plano de atualização já eternizada trilha do 'Sala de Redação'.

Desde o início do projeto, ficou claro que o enfoque seria a celebração desta obra, que acompanhou tantos momentos marcantes nas nossa vidas, e que o desafio de interpretá-la deveria ser realizada por pessoas que em razão de viver em chão gaúcho compreendessem o seu singular e especial significado.

Com princípio de reverência em homenagem a gravação original, a proposta é revelar o seu tradicional arranjo através da alta fidelidade sonora característica produção musical do século XXI, unindo a preservação da força da tradição da rádio Gaúcha, a uma das suas principais marcas que é o nosso 'Sala de redação', o constante aperfeiçoamento na qualidade de áudio apresentado ao ouvinte.

Então nova cortina do 'Sala de Redação' tem o Diego Silveira na bateria, Gilberto Ribeiro no baixo, eletro guitarra e chocalho, Rafael Bulideman na guitarra, Leonardo Boff na guitarra elétrica, Luciano Lens no órgão, Humberto Boquinha Martins no trombone e o Joca Freire no trompete.

Produção do Rafael Lidens e Gilberto Ribeiro Júnior, e supervisão de Rodrigo Martins (diretor artístico da rádio Gaúcha)"


Confira a nova trilha do 'Sala de Redação'


Ouça a trilha tradicional ao vivo do 'Sala'

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Especial: Os 45 anos da rádio São Francisco de Caxias do Sul

A rádio São Francisco Sat - 560 AM completou 45 anos em 2012. Neste segundo segundo semestre, realizei um documentário na disciplina de Radiojornalismo III, da Universidade de Caxias do Sul sobre a história da emissora.

O documentário foi entregue com 28 minutos duração, entretanto, fiz um especial mais amplo sobre a rádio, com entrevistas e áudios históricos, que lembram o passado, enaltecem o presente e vislumbram para o futuro.

A maioria dos áudios foram disponibilizados pela São Chico, e demais áudios são de arquivos pessoais guardados recentemente.

domingo, 2 de setembro de 2012

A história da frequência 98,5 FM em Caxias do Sul

A Fundação Cultural Riograndense, da Ordem dos Freis Capuchinhos do Rio Grande do Sul , em junho de 1976, recebeu a concessão de um canal "classe A", de freqüência modulada, a 98,5 FM (a Fundação tinha até então a São Francisco 560 AM, que entrou no ar em dezembro de 1965).

As torres de transmissão tanto da AM como da FM, que iniciava, foram instaladas em um novo local, no Travessão Victor Emanuel, para operar a partir de 1977.

Com a inauguração da São Francisco FM em 1977, convencionou-se o dia de 04 de outubro, dia de São Francisco de Assis, como a data de aniversário das emissoras.

Em 1999, com a implantação da Rede Maisnova, o aniversário da FM passou a ser o dia do seu lançamento, em 10 de março.

A programação da Maisnova é gerada 24 horas via satélite. Atualmente, é a maior rede FM do Rio Grande do Sul com 9 emissoras. É a rádio FM de Caxias do Sul mais ouvida na cidade.

Emissoras:
Maisnova FM 88,1 MHz - Garibaldi
Maisnova FM 90,7 MHz - Sarandi
Maisnova FM 93,9 MHz - Vila Flores
Maisnova FM 94,7 MHz - Marau
Maisnova FM 98,5 MHz - Caxias do Sul (geradora)
Maisnova FM 99,1 MHz - Soledade
Maisnova FM 101,5 MHz - Vacaria
Maisnova FM 102,5 MHz - Passo Fundo
Maisnova FM 104,3 MHz - Lagoa vermelha

RÁDIO HISTÓRIA


ARQUIVO PESSOAL
As minhas participações na Rede Maisnova FM, com o locutor Anderson Nunes (atualmente na Mainova de Vila Flores)

PARTICIPAÇÃO NA MAISNOVA 30-09-10

PARTICIPAÇÃO NA MAISNOVA 17-01-11

PARTICIPAÇÃO NA MAISNOVA 02-02-11

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*SÃO FRANCISCO FM INFORMA MORTE SENNA - 1994

*SÃO FRANCISCO FM - HORA E VINHETA

*SÃO FRANCISCO FM - ENCERRAMENTO DA PROGRAMAÇÃO

*Áudios antigos cedidos por Cléber Boldrin

A história da frequência 93,5 FM em Caxias do Sul

A rádio Caxias 930 promete para breve o retorno na frequência 93.5 FM, com a retransmissão da programação da AM. O jornalista Juliano Flores, diretor do documentário "NO AR - O Rádio e a Televisão em Caxias do Sul", recentemente postou no meu blog Papo de Gringo, um comentário sobre as histórias das concessões nas frquências moduladas 93,5 e 102,7.

A concessão da 93,5 FM para Caxias do Sul, entrou no ar em 1957 com o link da Rádio Independência até o transmissor AM que era em Flores da Cunha. Inicialmente tinha outra frequência, e uma curiosidade equipamento de transmissão FM era o nº00002 da Philips sendo uma das primeiras FMs do Brasil.

A programação era a da Rádio Independência de Caxias do Sul em AM e FM. Na época praticamente nem havia receptores FM. No Final da década de 70 houve as separação das programações de AM e FM assim nasceu a Independência FM em 93,5.

Em 1980 a emissora FM foi vendida para Rede Pampa de Porto Alegre transformando-se em Pampa FM 93,5 Caxias. Em 1987 foi comprada por Paulo Triches transformando-se em Studio 93 FM dando origem ao STC.

EM 2000 o STC arrendou para Ulbra passando a ser a POP ROCK Serra, ainda naquela década a emissora denominou-se Caxias FM, 93 FM , Band FM e Aleluia FM. Agora seguirá seu destino natural e bastante aguardado pelos ouvintes, ampliando e qualificando o sinal de cobertura da Rádio Caxias AM.

RÁDIO HISTÓRIA
Studio FM - Caxias do Sul

STUDIO93 - VINHETAS

GUTO AGOSTINI NA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DO ACIDENTE DO AYRTON SENNA - 1994

CORRIDA F1 NA MADRUGADA DA STUDIO93 FM

COPA DO MANÉ NA STUDIO93 FM

Confira a entrevista de Flores em 2011, no Jornal do Almoço da RBS TV Caxias do Sul, sobre o documentário "NO AR - O Rádio e a Televisão em Caxias do Sul". O documentário conta a história de sete décadas de mídia eletrônica na principal cidade da Serra Gaúcha, como define a descrição do vídeo no youtube.



*Áudios cedidos por Cléber Boldrin

A história da frequência 102,7 FM em Caxias do Sul

Nesta segunda-feira, 03, estreia a programação local da Rádio Gaúcha Serra no canal 102,7 de Caxias do Sul. O jornalista Juliano Flores, diretor do documentário "NO AR - O Rádio e a Televisão em Caxias do Sul", recentemente postou no meu blog Papo de Gringo, um comentário sobre as histórias das concessões nas frquências moduladas 93,5 e 102,7.

A concessão da frequência 102.7 FM foi obtida pelo Jornal Pioneiro, na época ainda controlado pela Família Conte, que não chegou a colocar no ar a emissora, e vendeu para o STC (Sistema Trídio de Comunicação).

O STC colocou no ar em 1990, a Rádio People FM. Em 1993 o STC mudou o estilo de programação passando a se denominar 102FM, depois Antena 1.

Na década de 2000, a emissora foi arrendada passando a ser Aleluia FM. Em 2004 foi vendida ao Grupo RBS , que a transformou em Itapema FM Caxias.

Em setembro de 2012 (dia 03) a emissora passará a ser Rádio Gaúcha de Caxias do Sul, com programação local e rede com a Gaúcha de POA, solucionando um problema de cobertura da Rádio Gaúcha na cidade.

RÁDIO HISTÓRIA
Studio FM - Caxias do Sul
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102 FM - Caxias do Sul



Confira a entrevista de Flores em 2011, no Jornal do Almoço da RBS TV Caxias do Sul, sobre o documentário "NO AR - O Rádio e a Televisão em Caxias do Sul". O documentário conta a história de sete décadas de mídia eletrônica na principal cidade da Serra Gaúcha, como define a descrição do vídeo no youtube.



*Áudios cedidos por Cléber Boldrin

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Rádio Caxias AM completa 66 anos

Inaugurada no dia 27 de abril de 1946, a Rádio Caxias 930 AM, emissora integrante do Sistema Trídio de Comunicação (STC) faz 66 anos nesta sexta-feira.

Confira a matéria comemorativa da emissora postada no site da rádio.

"... A sociedade caxiense espera ansiosa. O clima de expectativa toma conta das casas onde estão instalados os poucos rádios de Caxias do Sul. Os aparelhos sintonizam o prefixo Z-Y-F-3. No início da noite entra no ar a primeira emissora a operar na Serra Gaúcha.

A solenidade de inauguração da Rádio Caxias movimentou a cidade e teve apresentação do cantor norte-americano Bob Barlow e da Orquestra Sinfônica da cidade. Há 66 anos a emissora participa do dia-a-dia das famílias caxienses e também da região. Acompanhar a programação de jornalismo e esportes se transformou num hábito que passa de geração para geração. Tem sido assim por mais de seis décadas, numa história que começou logo após a Segunda Guerra Mundial.

A Caxias começou a ser planejada no início da década de 40. Joaquim Pedro Lisboa, idealizador da rádio, teve que esperar o fim da Guerra para conseguir concessão do governo e instalar a emissora. Ele se une a Luiz Napolitano e Arnaldo Ballvé para fundar a rádio. Napolitano era proprietário de um serviço de alto-falantes que funcionava na Praça Dante Alighieri, e Arnaldo Ballvé liderava o grupo Emissoras Reunidas. Os três se juntaram ao empresário Nestor Rizzo, escolhido para comandar a empresa. A primeira transmissão foi feita dos estúdios localizados no Recreio Guarany.

Jornalismo e Esporte foram o foco da Caxias desde o início das transmissões. Naqueles tempos, o rádio vivia uma época de ouro. Os locutores tinham vozes graves e causavam curiosidade aos ouvintes. As radionovelas tinham audiência garantida. Também era o momento das grandes cantoras, como Emilinha Borba, Carmem Miranda e Dalva de Oliveira.

A Rádio foi pioneira na ligação entre as zonas urbana e rural de Caxias do Sul. Era através dos microfones que os moradores do interior sabiam da realização de festas na região. Além disso, uma das marcas da emissora era informar os nascimentos e falecimentos. O serviço até hoje é tradicional no horário do meio-dia, sendo que as notas fúnebres são uma das marcas registradas. Atualmente, a rádio veicula música apenas na madrugada. O primeiro jornal da emissora está no ar até hoje. Ao longo dos anos teve diferentes nomes, mas se mantém no tradicional horário do meio-dia. Na década de 40, Nestor Rizzo anunciava o início do noticiário.

Depois teve os nomes de Radiojornal Cerveja Pérola; Radiojornal Madezatti, patrocinado pela indústria madeireira do mesmo nome, e Radiojornal Chies, patrocinado pela empresa de materiais para construção. Desde 1989 o noticiário leva o nome de Jornal Formolo, e tem o patrocínio do Formolo Materiais para Construção.

O primeiro programa esportivo da rádio também nunca saiu do ar. No dia 15 de novembro de 1946, começou a funcionar o setor de esportes da rádio. Nesse dia estreou a primeira edição do programa Esportes na Onda. No microfone, Nestor Gollo anunciava a atração.

Alguns meses após a estreia do Esportes na Onda começaram as transmissões externas. Desde então, a rádio acompanha cada passo de Caxias e Juventude dentro e fora de campo.

Também foi por meio dos microfones da Rádio Caxias que a cidade conheceu um dos mais importantes comentaristas esportivos. Independentemente da torcida, Dante Andreis cativou os caxienses. Com um jeito simples, ele eternizou a frase que até hoje representa cada dia de trabalho de nossa equipe esportiva.

Em 28 de agosto de 1972, a rádio ganhou sede própria, e passou a funcionar em uma área de 400 metros quadrados, no 21º andar do Edifício Estrela, onde opera até hoje. A inauguração teve a presença do ministro das Comunicações, Higino Corsetti, entre outras autoridades. Em 1988 um novo marco na história da Rádio Caxias. A emissora é adquirida pelo neto de Joaquim Pedro Lisboa, o empresário Paulo Triches, que na época formou o Sistema Trídio de Comunicação. Além da Rádio Caxias, foram compradas mais uma rádio AM e duas FM’s.

Nestes 66 anos, as equipes de jornalismo e esporte da Rádio Caxias trabalharam na transmissão de fatos que marcaram a história, como eleições municipais, estaduais e presidenciais, decisões de campeonato e Copas do Mundo. Apesar da dinâmica e exaltação que eventos como esses provocam nas equipes, os jornalistas também sabem a responsabilidade que têm no acompanhamento do cotidiano da cidade, em temas como política, saúde, educação, e na vivência diária com a dupla Ca-Ju.

A equipe da Rádio Caxias é composta por 60 profissionais, entre diretores, departamentos de jornalismo e esporte, setor administrativo, marketing, comercial e técnico. A Caxias continua sendo líder de audiência e reconhecida pela credibilidade e prestação de serviços. A equipe agradece pela audiência nesses 66 anos de jornalismo e esporte, dedicados a você."

sábado, 14 de abril de 2012

Morre o comentarista da Band-RS Mestre Cláudio Cabral

Faleceu na madrugada deste sábado, 14, o comentarista da rádio Bandeirantes de Porto Alegre, Mestre Cláudio José Quintana Cabral, 71 anos. O comentarista sofreu uma parada cardíaca. Ele estava internado no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre/RS, desde a noite desta última sexta-feira.

Ele era filho do cronista esportivo Cid Pinheiro Cabral, era formado em Ciências Políticas e Econômicas, trabalhou na Agência France Press, e também nas rádios Gaúcha, Sucesso e Guaíba. Cabral que foi também diretor do Internacional, começou a trabalhar na Band em 1995.

O velório ocorre nesta manhã de sábado, na capela B do Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre/RS, e o sepultamento está marcado para às 17h.